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O novo medicamento contra o Alzheimer: “A relação entre o risco e o benefício parece favorável, mas ainda não atingimos o coração da doença”

Logótipo de Expresso Expresso 09/06/2021 Joana Pereira Bastos

A agência norte-americana do medicamento (FDA) aprovou esta semana o primeiro fármaco contra a doença de Alzheimer em quase 20 anos, mas o que podia ser uma boa notícia abriu uma polémica que divide a comunidade científica. Afinal, o fármaco é ou não é eficaz? E que riscos tem? Em entrevista ao Expresso, o neurologista e presidente do Grupo de Estudos do Envelhecimento Cerebral e Demências, João Massano, explica que expectativas podem ter os mais de 150 mil doentes de Alzheimer em Portugal. Apesar dos avanços, o também coordenador do centro de ensaios clínicos do Hospital de São João frisa que ainda estamos muito longe de encontrar a cura para a doença

© Getty Images

Há 18 anos que não era aprovado nenhum medicamento contra o Alzheimer e todos os ensaios clínicos realizados tinham acabado em desilusão. Nesse sentido, o agora recém-aprovado aducanumab pode trazer um milagre?

Se acharmos que um milagre é curar ou parar a progressão da doença, então este medicamento não é milagre algum. Mas temos de pôr as coisas em perspetiva. Hoje em dia temos medicamentos que não atrasam de todo a progressão da doença. Podem melhorar um bocadinho os sintomas, de uma forma muito modesta e que nem sequer acontece em todos os doentes, mas não fazem mais do que isso. Neste caso, estamos a falar de um medicamento que, pela primeira vez, se demonstra ter a capacidade de diminuir a progressão do Alzheimer. No fundo, permite ganhar mais tempo até que as pessoas atinjam uma fase de perda de capacidade cognitiva. Portanto, do ponto de vista dos doentes e das famílias, é obviamente positivo. Apesar de toda a polémica, dá mesmo uma nova esperança, desde logo porque, pela primeira vez, há resultados positivos em ensaios clínicos quanto ao atraso na progressão da doença.

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