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Pelo menos 15 mortos desde início dos protestos na Nigéria

Logótipo de Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto 19/10/2020 Lusa

Pelo menos 15 pessoas morreram nas manifestações de jovens contra a violência policial na Nigéria fizeram desde o início dos protestos, há semana e meia, segundo a Amnistia Internacional (AI), que assinala o alargamento da contestação a outras revindicações.

Pelo menos 15 pessoas morreram nas manifestações de jovens contra a violência policial na Nigéria fizeram desde o início dos protestos, há semana e meia, segundo a Amnistia Internacional (AI), que assinala o alargamento da contestação a outras revindicações. © Reuters Pelo menos 15 pessoas morreram nas manifestações de jovens contra a violência policial na Nigéria fizeram desde o início dos protestos, há semana e meia, segundo a Amnistia Internacional (AI), que assinala o alargamento da contestação a outras revindicações.

"Foram mortas 15 pessoas até agora, entre as quais dois polícias", disse hoje à agência France-Presse (AFP) Isa Sanusi, porta-voz da AI na Nigéria, num balanço após mais um fim-de-semana de violências em vários estados do país.

"Uma pessoa foi morta na cidade de Benim [estado de Edo, sul], outra em Abuja [a capital federal, centro do país), duas em Osogbo [estado de Osun, sudeste] durante o fim-de-semana e esta manhã foi morto um homem em Kano [segunda maior cidade nigeriana, polo comercial do norte]", precisa a Amnistia.

Milhares de manifestantes bloqueavam hoje todas as principais estradas de Lagos, a maior cidade africana, com mais de 20 milhões de habitantes, segundo vários testemunhos à agência de notícias francesa, presos nos engarrafamentos.

Em Benin City, capital de Edo, um estado onde a criminalidade é particularmente elevada, centenas de manifestantes saíram às ruas, onde foram confrontados por grupos de jovens armados com bastões, que os acusaram de ser pagos por responsáveis políticos locais.

"No meu bairro [Upper Sokponda, Benin City], centenas de jovens manifestaram-se e cantaram 'Basta de Buhari' [chefe de Estado nigeriano], já não gritavam contra a SARS [Special Anti-Robbery Squad]", a controversa divisão da polícia anti-roubo, no centro da contestação no início dos protestos, disse à AFP Kelvin Osagie, um jovem com 29 anos.

No passado dia 11, a Presidência nigeriana ordenou a dissolução imediata desta unidade de polícia de elite contra os assaltos, após vários dias de protestos contra a brutalidade dos seus agentes, acusados de assédio, tortura e mesmo assassinato.

"Várias esquadras foram também atacadas com bombas perto da minha casa", acrescentou.

"Lamentamos os ataques a edifícios da polícia em Ugbekun, Oba Market e Idogbo por pessoas que se apresentam como manifestantes #EndSARS", avançou a polícia nigeriana através da rede social Twitter esta manhã.

O governador do estado anunciou um recolher obrigatório de 24 horas a partir do meio-dia de hoje. "O governo não pode ficar quieto quando bandidos decidem fazer justiça pelas suas próprias mãos", publicou o seu porta-voz no Twitter.

Pela sua parte, a Amnistia Internacional lamentou os ataques "de bandos armados contra manifestantes em Abuja" hoje de manhã, onde "dezenas de pessoas ficaram feridas".

A raiva dos jovens contra a violência policial, que grassa há mais de uma semana no sul do país, transformou-se num protesto popular, e os cartazes com a palavra de ordem #EndSARS, a unidade policial acusada de extorsão da população, detenções ilegais, tortura e até assassinatos, foram substituídos por bandeiras nigerianas e apelos à demissão de Buhari.

 

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